Voce leu as matérias sobre o Facebook?

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Voce leu as matérias sobre o Facebook?

O dia de crise do Facebook na bolsa americana abre uma reflexão sobre aparentes certezas dos nossos dias. Este é um debate que precisamos encarar.

Na quinta feira passada dia 26 de julho o Facebook sofreu a maior queda já registrada em em Wall Street por uma empresa de capital aberto, segundo O Estados de São Paulo. A Folha de S.Paulo calcula que a queda no valor das ações do Facebook teria sido equivalente a soma do valor de mercado da Petrobrás e do Bradesco. Para ilustrar melhor o que aconteceu ontem com o Facebook, a Folha de S. Paulo aponta que a queda teria sido equivalente ao valor de mercado do McDonalds ou da Nike. A ação do Facebook perdeu USD119 Bilhões em valor. A queda teria ocorrido por conta do pessimismo dos investidores após os resultados apresentados pelo Facebook e suas projeções para o futuro. Na opinião do Wall Street Journal de hoje, as ações do Facebook não estão propriamente baratas depois da queda de ontem e as perspectivas são controversas sobre a avaliação do gigante da mídia social. O Financial Times analisa que os investidores devem considerar não apenas as ameaças regulatórias, mas o choque imediato de uma taxa de crescimento mais lenta para o Facebook. Com o relato acima não se pretende desvalorizar ainda mais o Facebook ou usurpar o momento difícil da empresa, mas sim abrir um debate sobre questões importantes dos nossos dias. A única certeza que temos hoje em dia e e que o mundo está mudando muito rápido e o cenário a nossa frente está volátil, complexo, incerto e ambíguo. As opiniões radicais sobre o futuro da mídia, ou sobre o futuro da sociedade como um todo precisam ser revistas a cada dia. Mas perceba, caro leitor, que as fontes deste artigo são os principais e mais críveis jornais de São Paulo, Nova Iorque e Londres. Quando o assunto envolve notícia relevante, de cunho econômico ou político, por exemplo, não existe fonte mais segura que o jornalismo profissional.

Esta é a ambiguidade de nossos dias. O jornal ou melhor o jornalismo profissional institucionalizado com plataforma própria de distribuição não vai acabar tão cedo. Ou pelo menos não deveria acabar, pelo bem da sociedade, da segurança institucional e da democracia.

Quando a bolsa de valores mais importante do mundo apresenta grande flutuação, é na opinião fundamentada e crível do jornalismo profissional que os investidores se apoiam.

É fato que os jornais e empresas de notícias do mundo todo estão sofrendo enorme ameaça pela queda de valor de suas plataformas de distribuição. Falando de uma forma mais direta, o jornalismo em papel, tv linear, mesmo em sites de notícias, não estão sendo remunerados o suficiente para se sustentar como no passado. Mas isso é um fato da vida para quase 100% das atividades intelectuais e até mesmo para a indústria. Os empresários da mídia devem enfrentar as mudanças e alterar seus modelos de distribuição e suas fontes de receita. A mídia deve adotar modelos novos de receita, criando uma cadeia de valor nova, colaborativa, integrada e leve. Isso significa rever conceitos: onde se via um inimigo, talvez exista um aliado, um frenemy. A tecnologia que assola a indústria é a mesma que vai redesenhar o futuro. Porém a vocação e o valor original do jornalismo é a força central do negócio e precisa ser preservada. Se você tem dúvida, procure ler um bom jornal. Este rápido artigo propõe um debate sobre a força inexorável do bom jornalismo.

By | 2018-07-27T12:59:25+00:00 julho 27th, 2018|Artigos, Digital|0 Comments

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